AS LUAS DO SISTEMA SOLAR
Resumo
A Lua é o satélite natural da Terra e a acompanha praticamente desde a sua formação. Existem diversas teorias que tentam explicar sua origem. A primeira, conhecida como co-acreção, propõe que a Lua teria se formado ao mesmo tempo que a Terra, a partir da mesma nuvem de gás e poeira chamada de Nebulosa Proto-planetária Solar. A segunda teoria, chamada fissão, sugere que a Lua se formou a partir de uma porção da Terra que se desprendeu devido à rotação acelerada do planeta, ainda em estado de fusão. Já a terceira, conhecida como captura, afirma que a Lua seria originalmente um corpo celeste independente, posteriormente capturado pela gravidade terrestre.
Entretanto, a teoria mais aceita atualmente é uma quarta hipótese, chamada de hipótese do grande impacto. Segundo ela, há cerca de 4,5 bilhões de anos, um corpo celeste de tamanho comparável ao de Marte colidiu com a Terra. A violenta colisão gerou uma grande quantidade de detritos que, posteriormente, se fundiram e originaram a Lua.
Independentemente de sua origem, a Lua exerce forte influência sobre a Terra, especialmente no que diz respeito ao campo gravitacional. A atração gravitacional entre a Lua e a Terra é responsável pelo fenômeno das marés, facilmente observadas nos mares e oceanos. O que muitos desconhecem é que esse efeito também ocorre, de forma menos perceptível, nos continentes.
Em relação à sua composição, a Lua apresenta uma estrutura dividida em três camadas principais:
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A crosta, com espessura média de cerca de 107 km e composta predominantemente por minerais da família dos feldspatos. Em algumas regiões, como sob o Mar de Crisium, essa camada pode ser quase inexistente.
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O manto, que é praticamente sólido.
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E o núcleo, composto por metais, com cerca de 680 km de diâmetro.
A distância média entre a Terra e a Lua é de aproximadamente 384.000 quilômetros.
